Líder do grupo UGNazi afirma que melhor método para invadir sites é se disfarçar como um funcionário da empresa-alvo.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)
O hacker conhecido como “Cosmo the God” (Cosmo, o Deus, em uma
tradução livre) se tornou conhecido por ser a principal mente por trás
do grupo UGNazi. Com somente 15 anos de idade, o jovem usou diversas
táticas de engenharia social para conseguir dados que permitiram
realizar invasões a companhias como a Amazon, Apple, AT&T, PayPal,
AOL, Netflix, Network Solutions e Microsoft, entre outras.
O UGNazi se tornou conhecido por ter feito alguns dos principais
ataques DDoS de 2012, cujos alvos principais foram sites pertencentes a
instituições financeiras e órgãos do governo norte-americano. Entre suas
vítimas estiveram a NASDAQ, a CIA e o popular site 4Chan, que teve seu
tráfego desviado durante alguns minutos para a conta do Twitter
pertencente aos hackers.
Em maio deste ano, Cosmo usou suas técnicas para invadir uma agência
de cobranças, o que lhe garantiu acesso a 500 mil números de cartões de
crédito. Para completar, ele usou seu conhecimento para invadir contas
de sites como o Best Buy, Buy.com, Live.com (que engloba o Hotmail,
Outlook e a Xbox LIVE), entre outros.
O jovem foi preso em junho de 2012 junto com dezenas de outras
pessoas acusadas de participarem de atividades criminosas. Em entrevista
à Wired, ele afirma que sequer tem certeza de quais acusações existem
contra ele, pois perdeu a conta de quantos ataques ele realizou durante o
tempo que passou no UGNazi.
Humanos: o elo fraco de qualquer sistema
Cosmo revela que a principal ferramenta que ele usava para conseguir
invadir algum site eram suas habilidades sociais. Em vez de recorrer a
keyloggers ou outros softwares especializados em espionagem digital,
muitas vezes bastava realizar algumas procuras em sistemas de buscas e
algumas ligações para obter as senhas que garantiam acesso irrestrito a
algum serviço.
Para redirecionar o tráfego do 4Chan, por exemplo, tudo que ele
precisava era das informações pertencentes a Matthew Prince, CEO do
CloudFlare (companhia responsável por fornecer o DNS do site). Após
obter o número do seguro social do executivo, o hacker ligou para a
AT&T e usou essa informação para recuperar a senha que Prince usava
em sua conta no Gmail — feito isso, ele obteve acesso a todas as
informações de que precisava para realizar o ataque.



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